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Brincadeira e trabalho – Just So Brasil
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Brincadeira e trabalho

Por Carolina Mathias

 

Você sabia que o ímpeto de brincar é algo que levamos por toda a vida? Não se restringe à infância. É perfeitamente natural e saudável que um adolescente, um jovem, um adulto e um idoso queiram brincar e brinquem. O que vai mudando é que ao longo da vida vamos adquirindo mais autonomia, vamos expandindo nossos limites e o brincar torna-se cada vez mais rico! Ou deveria tornar-se…

 

Na infância a brincadeira molda, desenvolve, dá asas e dá chão. No adulto a brincadeira vitaliza, limpa (adoro a expressão “de alma lavada” – brincadeira lava a alma!). A brincadeira surge da criatividade ao mesmo tempo que a alimenta. Isso é vitalidade, um crescente contínuo onde não há um final, tudo é transformação.

 

Brincadeira é criatividade e criatividade só aflora em liberdade.

 

Pra criança liberdade é simplesmente a não interferência do adulto. Longe de ser negligência ou abandono. É não interferir cuidando. Deixar rolar. Dar tempo. Ah, o tempo! Quanto mais, melhor!

 

Pro adulto liberdade é fazer porque gosta e não porque “tem que entregar amanhã”. Liberdade é fazer como gosta e não do jeito que leu no manual, que o chefe mandou, que apareceu na TV, que está na moda. Mas, antes disso, liberdade é escolher os combinados que vai assinar embaixo. O combinado não sai caro…

 

Criança brinca, adulto trabalha. E se fosse o contrário?

 

E se levássemos a brincadeira da criança tão a sério quanto levamos nossos compromissos profissionais?

 

E se levássemos nossos trabalhos com a leveza de uma brincadeira, com a criatividade de uma brincadeira, com o prazer de uma brincadeira?

 

Nós podemos fazer isso! Nós devemos isso à próxima geração. Essa vida com leveza e alegria é possível. Certamente teremos que olhar pra dentro, investigar onde foi que a vida ficou dura e simplesmente dissolver, soltar, desapegar, aceitar. E não existe terapeuta melhor do que uma criança! Se estamos de coração aberto, se estamos dispostos a olhar pra essa criança com verdade e respeito, ela nos lembrará que a vida pode ser leve e alegre!

 

Esse texto foi adaptado pela própria autora, como um presente para o blog do Just So Brasil. O original, um tanto mais longo, foi publicado no blog O Filho do Aralume, que traz escritos da Carol sobre suas experiências com a maternidade e que você pode visualizar aqui.